Vacina da Moderna contra a Covid-19 passa para estágio avançado de testes

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O laboratório farmacêutico Moderna Inc. afirmou nesta segunda-feira (27) que iniciou o estágio final de testes em uma possível vacina para o novo coronavírus, com apoio do governo dos Estados Unidos. 

Este é a primeira pesquisa a ser implementada no programa anti coronavírus chamado de “Operation Warp Speed”, do governo de Donald Trump, que tem objetivo de acelerar o desenvolvimento de medidas contra a Covid-19.

As notícias do estudo, que testará a resposta à vacina em 30 mil adultos sem registro da doença respiratória, fizeram as ações da Moderna se valorizarem. O governo dos EUA apoia o projeto com quase U$ 1 bilhão (aproximadamente R$ 5,21 bilhões) e o escolheu como um dos primeiros a entrar na fase de ensaios em larga escala em humanos no país.

Mais de 150 possíveis vacinas estão em vários estágios de desenvolvimento pelo mundo, com 23 em testes com humanos. A Moderna, a empresa britânica AstraZeneca Plc, e a chinesa SinoVac Biotech, lideram a corrida com seus medicamentos já em estágio avançado de testes.

Apesar de AstraZeneca ter dito na semana passada que ainda estava em vias de produzir suas doses até setembro, a Moderna e outras empresas farmacêuticas esperam entregar vacinas totalmente testadas até o final deste ano.

“Ter uma vacina segura e eficaz distribuída até o final de 2020 é uma meta ambiciosa, mas é a meta certa para o povo americano”, disse Francis Collins, diretor do Instituto Nacional de Saúde dos EUA.

A Moderna disse que continua comprometida a fornecer cerca de 500 milhões de doses por ano, chegando até 1 bilhão de doses por ano a partir de 2021.

O estudo foi desenvolvido para avaliar a segurança do mRNA-1273 da Moderna e determinar se a vacina pode prevenir a Covid-19 sintomática após duas doses. Os cientistas também procuram responder se ela poderá prevenir a morte causada pelo coronavírus, entre outros objetivos.

Outras vacinas em teste

Outras vacinas que também chegaram a estágios avançados na última semana são as desenvolvidas pela China com apoio do Cansino Biologics, em estudo que causou uma forte reação de anticorpos na maioria dos cerca de 500 voluntários testados.

Há também o medicamento desenvolvido pela Universidade de Oxford em parceria com a AstraZeneca, que se mostrou segura e produziu resposta imune em ensaios clínicos iniciais em mais de mil voluntários saudáveis.

No Brasil, a vacina chinesa Coronavac começou a ser testada em voluntários na terça-feira passada (21), e o Instituto Butantã de São Paulo recebeu 20 mil doses do imunizante contra o novo coronavírus, distribuídas para 12 centros de referência do país. 

A expectativa do Governo de São Paulo é que, caso haja resposta positiva, ela esteja disponível para a população no início de 2021.

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