Indícios da ligação da Lava Jato com a máfia do lixo na capital maranhense

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A série “Reciclagem” — produzida pelos blogs Cesardurans.com.br e ilharebelde.com, em parceria com o site Maranhaodeverdade.com, — para fazer uma “Varredura” no contrato de limpeza pública em São Luís, segue mostrando a “sujeira” escondida por anos nos porões do Palácio de La Ravardière.
Depois de mostrar na matéria anterior, que empresa responsável pela implantação do aterro sanitário de Rosário teria ditado regras para simplificar licenciamento do empreendimento. Hoje, no 7º episódio da série, vamos revelar que o contrato para coleta de lixo foi por um sócio de uma das holding da Queiroz Galvão, investigada pela Operação Lava Jato.
Os indícios da ligação da Lava Jato com a máfia do lixo na capital maranhense surgem a partir de relatórios da Polícia Federal, que foram anexados aos autos da maior investigação já desfechada contra a corrupção no País e que reúne mensagens entre Alberto Youssef e executivo da empreiteira.
Nas investigações, a PF fez um cruzamento de todas as empresas vinculadas ao grupo empresarial. A apuração apontou que os executivos costumavam usar funcionários das firmas para fazer serviços “pessoais” dentre os quais a assinatura de contrato.
Em um dos relatórios consta o nome do empresário Ervino Nitz Filho. De acordo com a reportagem, Nitz Filho chegou a fazer parte do quadro societário da Ecourbis Ambiental, uma das holding da Queiroz Galvão. Ele entrou na diretoria da empresa no dia 28 de janeiro de 2009 e permaneceu até o dia 18 de janeiro de 2015, quando deixou a sociedade.
O problema, entretanto, é que nesse período em que fez parte da Ecourbis, Ervino Nitz Filho estaria como sócio de outra empresa: a São Luís Engenharia Ambiental – SLEA, criada em 2012 para gerir a coleta de resíduos da capital maranhense para o qual não participou sequer da licitação.
A reportagem apurou que no dia 04 de maio de 2012, Ervino Nitz Filho e André Neves Monteiro Vianna, junto ao ex-secretário Municipal de Obras e Serviços Públicos, Marco Aurélio Alves Freitas, assinou o contrato da licitação vencida pela Vital Engenharia, mas que misteriosamente, foi assinado pela SLEA.
8º CAPÍTULO DA SÉRIE
No oitavo capitulo da série “Reciclagem”, que vai ao ar na sexta-feira (17), vamos evidenciar que mesmo diante das inúmeras irregularidades com farta documentação, bem como uma suposta auditoria realizada no início da gestão do prefeito Edvaldo Júnior, em 2013, o contrato com a SLEA foi mantido.
Por https://www.eusouemaranhao.com.br/
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