Hospitais enfrentam superlotação após desmonte do Governo Estadual

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Aquiles Emir via Maranhão Hoje

O desmonte no Sistema de Saúde do Estado está criando uma superlotação nos dois hospitais de emergência de São Luís. Os depoimentos foram dados nesta quinta-feira (13) pelo médico Alan Roberto Silva, do Hospital Clementino Moura, Socorrão II, à TV Mirante, e pelo secretário municipal de Saúde, Lula Fylho, em entrevista a Roberto Fernandes, no programa Ponto Final da Mirante AM.

Segundo o secretário, que preferiu classificar com o contingenciamento de despesas o que vem ocorrendo na esfera estadual, “sobre a qual não me cabe emitir nenhuma opinião”, os atendimentos no Socorrão II, na Cidade Operária, amentou para 1,5 mil atendimentos mês com a transferência de pacientes de vários municípios para a capital. Diante da precariedade em que se encontra os hospitais do interior as unidades emergenciais de São Luís passaram a receber mais de 40 ambulâncias por dia.

A situação, segundo o secretário, é tão crítica que as ambulâncias nem aguardam o atendimento do paciente para retornar com ele ao interior, pois os motoristas precisam retornar para pegar mais gente e trazer a capital. No Socorrão I, segundo ele, as ambulâncias estão deixando os pacientes na rua.

Sobre as cenas gravadas pela TV Mirante, com pessoas jogadas ao chão no Clementino Moura, Lula Fylho diz que infelizmente hospital não pode fechar as portas para ninguém e como a cada hora chega mais doentes, não há condições de acomodar a todos da maneira adequada.

Lula Fylho fez questão de ressaltar que os registros não são descaso, mas esforços da equipe de atender, de querer salvar vidas. Indagado sobre três mortes ocorridas nos últimos, o secretário respondeu com outra pergunta: “e quantas vidas foram salvas?”

De acordo com o médico Alan Roberto, com desativação de serviços nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da capital e nos hospitais do interior, aumentou a demanda tanto no Socorrão II, na Cidade Operária, e no Hospital Djalma Marques, Socorrão I, no Centro da cidade. “Estamos diante de uma crise que nós médicos precisamos parar para refletir”, disse ele diante do caos que se instalou nos hospitais estaduais.

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