Com desempenho inédito, Brasil conquista duas pratas no ciclismo BMX no Pan

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A delegação brasileira segue fazendo história em Lima. Nesta sexta-feira (9.08), a nova geração do ciclismo BMX nacional mostrou força e garantiu dois pódios inéditos para o país em Jogos Pan-Americanos: Anderson Ezequiel e Paola Reis conquistaram medalhas de prata nas disputas mais radicais do programa esportivo na capital peruana.

Anderson Ezequiel e Paola Reis: dupla prata para o Brasil no BMX. Foto: Abelardo Mendes Jr./rededoesporte.gov.br

As mulheres foram as primeiras a descerem na pista montada no Circuito Praia da Costa Verde.  A medalha de ouro foi conquistada com folga pela principal atleta do BMX mundial, a colombiana Mariana Pajon, que conta no currículo com duas medalhas de ouros nos Jogos Olímpicos e seis títulos mundiais. Em Lima, Pajon cruzou a linha de chegada em 36s32. A brasileira Paola Reis veio em seguida, garantindo a prata em 37s58. A venezuelana Stefany Hernandez completou o pódio com 38s10..

“Fiquei muito feliz com a conquista da medalha. O objetivo era conquistar o primeiro ou o segundo lugar. Durante a descida na largada eu fui fechada e fiquei para trás. Tive que fazer uma corrida de recuperação. Estou feliz e agradeço a todos por torcerem pelo BMX brasileiro”, comemorou a atleta, integrante do programa Bolsa Atleta, da Secretaria Especial do Esporte do Ministério da Cidadania.

Estreante em Jogos Pan-Americanos, Paola, de 20 anos, começou no BMX aos 11, na cidade de Salvador.  “Não foi fácil chegar até este pódio. Fiz uma temporada no Chile, no primeiro ano de Júnior, para evoluir tecnicamente. Atualmente, moro e treino em Salvador e viajo para competir em outras cidades”, completou. Priscilla Stevaux, outra brasileira na prova, cruzou a linha de chegada em quarto lugar.

Prata inédita no masculino

Na final masculina, os pilotos brasileiros fizeram uma corrida forte. Em uma disputa acirrada, Anderson Ezequiel terminou em segundo, ao cruzar a linha de chegada em 32s49. A medalha de ouro ficou com o equatoriano Alfredo Campo, com 32s11, e o bronze foi para o argentino Federico Villegas, com 32s71. Renato Rezende, outro brasileiro na final, terminou em quarto lugar, com 32s95.

“Estou muito feliz. Acredito que é uma medalha inédita para o Brasil no BMX. Estou feliz por representar bem o país e só tenho a agradecer a todos os que me ajudaram: o meu treinador, a milha família e os meus patrocinadores”, comemorou Anderson.

Intercâmbio

O piloto, de 23 anos, mora e treina há dois anos na Flórida, nos Estados Unidos. Segundo o atleta, essa opção foi um dos diferenciais para garantir a medalha. “Acredito que a minha experiência no exterior auxiliou muito. Era o que faltava para chegar no nível dos grandes adversários. Estar nos Estados Unidos e competir com os melhores do mundo ajuda bastante na minha evolução”, disse o atleta, que somou pontos importantes na corrida olímpica para os Jogos de Tóquio 2020. Anderson é o segundo melhor piloto brasileiro no ranking mundial, atrás apenas de Renato Rezende.

“Uma série de fatores faz um esporte virar uma potência. Depende de revelação de novos talentos e de investimentos ao mesmo tempo. O BMX brasileiro vive um momento especial, com investimento tanto do COB quanto da confederação. Acredito que estamos no caminho certo porque os resultados estão acontecendo”, analisou o técnico Fernando Firmino. 

Fonte: Breno Barros, de Lima, no Peru – rededoesporte.gov.br.

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