Nesta quinta-feira (21), o mundo celebra o Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial, uma data instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) para reforçar a luta contra o racismo e promover a igualdade. A escolha do dia remete ao Massacre de Sharpeville, ocorrido em 1960, na África do Sul, quando 69 manifestantes negros foram mortos por forças policiais durante um protesto pacífico contra as leis do Apartheid.
Um Marco Contra o Racismo
O massacre chamou a atenção da comunidade internacional para o regime de segregação racial sul-africano, que vigorou de 1948 a 1994. Em resposta, a ONU estabeleceu, em 1966, o 21 de março como um dia de reflexão e ação global contra a discriminação racial. Desde então, a data tem sido um marco na luta por direitos civis e políticas antirracistas em diversas partes do mundo.
O Reconhecimento das Tradições Afro-Brasileiras
No Brasil, além do combate ao racismo, o dia 21 de março também tem outro significado importante. Desde 2023, por meio da Lei nº 14.519, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a data passou a ser reconhecida como o Dia Nacional das Tradições das Raízes de Matrizes Africanas e Nações do Candomblé.
A legislação visa valorizar as manifestações culturais, religiosas e sociais de matriz africana, que historicamente sofreram perseguições e discriminação no país. O reconhecimento reforça a importância de preservar e respeitar essas tradições, que têm um papel fundamental na identidade e na cultura brasileira.
Desafios e Caminhos para o Futuro
Apesar dos avanços conquistados ao longo dos anos, a discriminação racial ainda é uma realidade em diversas sociedades. No Brasil, segundo dados do IBGE, a população negra enfrenta desigualdades no acesso à educação, ao mercado de trabalho e à segurança pública.
O Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial é, portanto, um chamado para que governos, instituições e a sociedade civil continuem promovendo políticas e ações efetivas para a construção de um mundo mais justo e igualitário.